O clássico entre Grêmio e Internacional se destacou não só pelo placar, mas pelos números: o Gre‑Nal 454 registrou público total de 55.695 torcedores e a maior renda das quartas de final, R$ 5.459.371. O desempenho do público na Arena do Grêmio quebrou marcas locais e confirmou o peso dos clássicos regionais na arrecadação do torneio.
Na comparação com os demais jogos da rodada, a diferença foi clara. Atlético‑MG 2 x 1 Cruzeiro reuniu 42.992 espectadores no total e arrecadou R$ 4.450.632. Vitória 0 x 2 Vasco teve público total de 28.499 e renda de R$ 823.621. O confronto com o menor comparecimento foi Santos 0 x 0 Palmeiras: 15.077 pessoas e R$ 564.740 em bilheteria.
Esses números mostram como capacidade de estádio, apelo regional e mobilização de torcidas impactam diretamente as receitas de bilheteria. Para clubes como Grêmio e Internacional, clássicos alimentam caixa e reduz a pressão por outras fontes de receita; para times que geram públicos menores, o efeito é o oposto, aumentando a dependência de TV e transferências.
No curto prazo, a rodada reforça uma realidade já conhecida no futebol brasileiro: jogos de maior apelo ampliam a capacidade financeira do torneio, enquanto confrontos com menor público expõem desigualdades de mercado entre clubes. A Copa do Brasil mantém seu potencial de receita, mas os números enfatizam diferenças concretas na distribuição de receita e no impacto financeiro entre participantes.