A 16ª rodada do Campeonato Brasileiro registrou, segundo o levantamento divulgado, o maior público do fim de semana na Neo Química Arena: a vitória do Coritiba sobre o Santos por 3 a 0 foi apontada com cerca de 45,6 mil torcedores e renda bruta superior a R$ 3 milhões. Na outra ponta, a menor presença informada na relação foi de 1.793 torcedores, com renda de R$ 47.280.
Apesar desses extremos, a relação detalhada de públicos e rendas publicada junto ao levantamento traz discrepâncias importantes. Por exemplo, a partida entre Palmeiras e Cruzeiro aparece com 45.662 presentes e renda líquida de R$ 3.022.470, enquanto o jogo Santos x Coritiba figura na lista com 17.556 presentes e renda de R$ 656.210 — números que não se coadunam com o resumo inicial que apontava a Neo Química como palco do maior público.
A tabela completa também mostra outras casas relevantes: Chapecoense 2 x 3 Remo teve 34.197 presentes e arrecadação de R$ 2.625.020; Internacional 4 x 1 Vasco aparece com 28.218 presentes e renda de R$ 1.233.169; Fluminense 2 x 1 São Paulo registrou 27.657 espectadores e R$ 903.506 em receita. Entre resultados, o Atlético-MG venceu o Mirassol por 3 a 1, e partidas como Bragantino x Vitória e Bahia x Grêmio ficaram entre as menores presenças da rodada.
O quadro revela um problema prático: divergências nos relatórios prejudicam a análise precisa da recuperação de público e do impacto financeiro dos jogos. Para clubes e calendário, consolidação e transparência nos dados são essenciais — sem isso, a comparação de safra a safra e a avaliação da saúde das receitas do futebol ficam comprometidas.