Os jogos de volta da quinta fase da Copa do Brasil 2026 exibiram contraste nítido entre estádios cheios e arenas quase vazias. Segundo levantamento dos jogos, o maior público foi registrado no Couto Pereira: 36,1 mil pessoas acompanharam a vitória do Santos que garantiu a classificação do clube às oitavas. No extremo oposto, o Maião recebeu cerca de 3,8 mil torcedores no duelo entre Mirassol e Bragantino.

Algumas partidas reforçam a amplitude dessa diferença: Juventude x São Paulo teve cerca de 36,1 mil presentes e renda superior a R$ 2 milhões; Atlético-GO x Athletico-PR registrou mais de 32 mil pagantes e renda próxima a R$ 2 milhões; jogos como Internacional x Athletic e CRB x Fortaleza também ultrapassaram 20 e 30 mil espectadores, com arrecadações relevantes para os cofres dos clubes. Por outro lado, partidas com público reduzido geraram rendas modestíssimas, ampliando a disparidade financeira entre clubes.

O padrão revela duas consequências claras: primeiro, a Copa do Brasil segue sendo uma fonte decisiva de receita para clubes que atraem grande público e conseguem altas bilheterias; segundo, times que jogam em praças menores enfrentam limitação de caixa e menor alavancagem comercial. Essa assimetria impacta planejamento esportivo e capacidade de investimento, sobretudo para clubes do interior e de menor porte.

Além do aspecto financeiro, o contraste de públicos tem efeito direto na atmosfera das partidas e na exposição televisiva. À medida que a competição avança, as diferenças de receita e torcida podem influenciar trajetórias esportivas — e forçam clubes e organizadores a discutir estratégias para reduzir o abismo entre grandes e pequenos na próxima fase.