O Bahia desperdiçou uma oportunidade clara para encerrar o jejum de vitórias no Campeonato Brasileiro e saiu da Arena Condá com mais um empate: 3 a 3 diante da lanterna Chapecoense. Alejo Véliz, um gol contra de Kauan e Acevedo marcaram para o Tricolor, que chegou a liderar o placar em três ocasiões, mas permitiu a reação do adversário e deixou pontos importantes pelo caminho.
No plano individual, Erick Pulga foi um dos nomes mais atuantes do Bahia. O atacante provocou o pênalti convertido por Alejo Véliz e participou da jogada que resultou no gol contra de Kauan, em boa tabela com Rodrigo Nestor. Apesar da participação ofensiva, a contribuição de Pulga não se traduziu em vitória, e o time voltou a evidenciar problemas de concentração na defesa.
É um empate lamentável porque a gente ficou na frente o jogo todo. A gente não pode tomar um gol tão fácil assim, temos que valorizar os nossos gols, que são muito difíceis, ainda mais em um horário que a gente não está acostumado a jogar. Infelizmente é isso, agora é levantar a cabeça porque temos um clássico pela frente
A repetição de vacilos defensivos foi o ponto mais criticado pelo próprio jogador após a partida. Mesmo superior em boa parte do jogo, o Bahia acabou penalizado por gols sofridos em momentos evitáveis, o que neutralizou o esforço ofensivo. A combinação de eficiência ofensiva intermitente com dificuldades para segurar o resultado transforma empates em desperdício de pontos e amplia a pressão sobre o elenco.
O cenário imediato dá ao Bahia uma semana livre para ajustes antes do clássico contra o Vitória, no Barradão, pela 24ª rodada. O confronto passa a ter importância dupla: além da rivalidade regional, serve como teste para ver se a equipe consegue corrigir a instabilidade defensiva e recuperar confiança para sair do ciclo de empates no Brasileirão.