O chute de Erick Pulgar, de longa distância, abriu o placar no Maracanã e definiu o tom da noite: 2 a 0 sobre o Vitória, na 22ª rodada do Brasileirão. O lance, já nos primeiros minutos, provocou euforia na arquibancada e surpresa no gramado — Arrascaeta, incrédulo, levou as mãos à cabeça enquanto Varela fazia um gesto visível de admiração.

No campo, a cena virou celebração coletiva. Léo Pereira e Samuel Lino foram conferir o autor do disparo, o banco inteiro levantou para aplaudir e Danilo puxou o volante para um abraço que teve até uma brincadeira com tapas na cabeça. A comissão técnica, por sua vez, também celebrou: Leonardo Jardim levantou os braços no momento do gol.

Além do impacto emocional, o gol reafirma uma característica de Pulgar: finalizações de fora são parte do repertório do chileno — ele já havia marcado com lance parecido contra o próprio Vitória, no primeiro turno, no Barradão. A repetição desse tipo de acerto evidencia um elemento ofensivo relevante para o elenco e que pode desequilibrar partidas.

No plano prático, a vitória por 2 a 0 recoloca o Flamengo em condição confortável na disputa pelo título, voltando a depender de si. Resta ao time transformar a ocasião em consistência: manter regularidade, evitar oscilação e explorar talentos como Pulgar para traduzir chances em pontos decisivos até o fim da competição.