A Panini Brasil abriu nesta quarta-feira a pré-venda do álbum da Copa do Mundo 2026, que terá lançamento oficial em 1º de maio. Cada pacote de figurinhas vem com sete adesivos e custa R$7, informou a empresa — uma mudança que coincide com a ampliação do torneio para 48 seleções.

Com 980 cromos ao todo — reflexo dos 48 países e das delegações com 26 jogadores — a conta é direta: são 140 pacotes necessários para reunir cada figura ao menos uma vez (980 ÷ 7). Ao preço anunciado, isso representa R$980 só em pacotinhos. Somando o álbum de R$24,90, o gasto mínimo sobe para R$1.004,90.

Com 980 figurinhas, o gasto mínimo com pacotinhos chega a R$980.

Na versão capa dura, registrada a R$79,90, a despesa total com pacotes e álbum passa a R$1.059,90. Para efeito de comparação, a edição de 2022 trazia pacotes de cinco figurinhas por R$4 e álbum a R$12; desde então o preço por pacote e o valor do livro aumentaram de forma expressiva.

O impacto é claro para colecionadores e famílias: mesmo no cenário otimista em que o fã consegue trocar repetições e completar a coleção sem perdas, a barreira financeira é maior. A expansão do álbum, aliada ao ajuste de preços, transfere ao consumidor o peso do aumento do produto, e tende a influenciar a dinâmica de trocas, vendas em grupos e procura por alternativas digitais ou pacotes avulsos.

A estimativa apresentada é um retrato do custo mínimo com os números oficiais divulgados. O valor final para quem coleciona depende de promoções, trocas e ofertas no mercado paralelo, mas a conta básica já é suficiente para provocar debate sobre acessibilidade e estratégia de precificação em um produto cultural que mobiliza gerações.

Somando o álbum, o colecionador deve desembolsar pouco mais de R$1.000; na versão capa dura, passa de R$1.050.