Um rosto pouco conhecido entre os convocados chamou atenção na cerimônia de premiação do terceiro lugar da Copa do Mundo de 2026: Jason Steele, 35 anos. Embora não fizesse parte da lista oficial de partidas, Steele acompanhou o grupo da Inglaterra para completar os treinos e acabou entrando na fila para receber a medalha junto aos demais integrantes da delegação.

A presença de um ‘quarto goleiro’ no entorno das seleções não é inédita — o Brasil levou o jovem Léo Nanetti, de 18 anos, para ocupar papel semelhante nos treinos. A opção inglesa por um veterano do Brighton, onde Steele é reserva do holandês Verbruggen, segue uma lógica diferente da aposta brasileira no desenvolvimento. Steele tem trajetória longa no futebol inglês, com passagens por Middlesbrough, Northampton, Blackburn Rovers e Sunderland.

Entre os arqueiros oficialmente convocados estavam Pickford (Everton), Henderson (Crystal Palace) e Trafford (Manchester City), nomeados pelo técnico Thomas Tuchel. Pickford foi titular em praticamente toda a campanha; Henderson ganhou a vaga na disputa pelo terceiro lugar, enquanto Trafford foi o único goleiro do trio que não chegou a entrar em campo durante o torneio. A cerimônia garantiu a Steele um reconhecimento público que não constava na escalação oficial.

A Inglaterra garantiu o terceiro lugar ao vencer a França por 6 a 4 — o melhor resultado da seleção desde o título de 1966. Mais do que uma curiosidade de bastidor, a cena evidencia como decisões de estrutura e convocações podem valorizar profissionais fora do elenco principal e reforçar a ideia de grupo, além de dar visibilidade a jogadores que, na rotina dos clubes, ocupam postos de menor destaque.