A seleção de Gana anunciou em abril a contratação do moçambicano Carlos Queiroz, de 73 anos. Com o acerto, ele iguala o sérvio Bora Milutinovic ao participar de cinco Copas do Mundo de forma consecutiva. Queiroz assume a equipe pouco menos de dois meses antes do início do torneio e terá pela frente, na fase de grupos, Inglaterra, Croácia e Panamá.

A trajetória de Queiroz inclui a passagem pelos 'galácticos' do Real Madrid (2003–2004), quando treinou estrelas como Ronaldo, Zidane, Figo e Beckham, mas teve desempenho discreto — venceu apenas a Supercopa da Espanha e deixou o clube após queda de rendimento. No currículo também estão Sporting, New York Red Bulls, Nagoya Grampus e seleções como Portugal, Irã, Egito, Colômbia, Emirados Árabes Unidos, Catar e Omã.

No capítulo de Mundiais, dirigiu Portugal em 2010 e comandou o Irã nas edições de 2014, 2018 e 2022; tinha ainda ajudado a classificar a África do Sul para 2002, embora tenha saído do posto antes do torneio. Aos 73 anos, será um dos técnicos mais velhos do Mundial, atrás de Hugo Broos e Miroslav Koubek, que terão 74.

A nomeação tão próxima da Copa expõe pressão imediata sobre Gana: a troca de comando após a derrota para a Alemanha e a demissão de Otto Addo reduzem a janela de preparação e forçam ajustes rápidos de entrosamento e esquema tático. A relação pública de Queiroz com Cristiano Ronaldo — marcada por uma ruptura após 2010 e episódio de ausência de cumprimento em 2018 — volta a compor o repertório do técnico, agora com novo desafio continental.