A Federação Mexicana de Futebol anunciou nesta quarta-feira a nomeação de Rafa Márquez como novo técnico da seleção. A indicação confirma decisão tomada antes da Copa de 2026, cujo desempenho — encerrado nas oitavas num jogo movimentado contra a Inglaterra, no Azteca (2 a 3) — serviu como estágio para a transição. A federação diz que a escolha visa dar continuidade à filosofia aplicada no último ciclo e seguir desenvolvendo o futebol nacional em direção ao Mundial de 2030.

Ídolo do país e figura de destaque no Barcelona entre 2003 e 2010, Márquez chega ao posto após integrar a comissão técnica de Javier Aguirre na Copa e acumular experiência em categorias de base, no Real Alcalá e no time B do Barcelona. No currículo de jogador constam participações marcantes em Copas do Mundo e reconhecimento como um dos grandes zagueiros mexicanos, atributo que lhe confere legitimidade popular para o cargo.

A transição foi elogiada por Aguirre, que destacou capacidade técnica e conhecimento do grupo. O fato de a mudança ter sido anunciada antes do torneio reduz o risco de ruptura institucional e cria uma janela de continuidade. Ao mesmo tempo, coloca sobre Márquez a expectativa de traduzir autoridade simbólica em resultados concretos à frente de uma seleção com bastante talento, mas que precisa dar passos objetivos rumo à próxima década.

O desafio prático é transformar promessas em peças regulares: jovens como Gilberto Mora, o goleiro José Rangel e o lateral Obed Vargas aparecem como apostas a serem lapidadas. Para a federação, a escolha equilibra continuidade e renovação; para Márquez, será um teste de adaptação ao comando principal — com prazo longo, mas com pressão por evolução técnica e resultados que convençam dentro e fora do México.