Rafael Câmara venceu a corrida principal em Baku e transformou o triunfo em vantagem concreta na luta pelo título da Fórmula 2. O pernambucano largou em terceiro, resistiu a pressão nas voltas finais e beneficiou-se também da penalidade aplicada a Alex Dunne por pisar na linha dos boxes. Com o resultado, Câmara soma 207 pontos — sete a mais que Nikola Tsolov, que chegou em segundo.

A prova teve interrupções e estratégias que moveram o tabuleiro: bandeiras amarelas, paradas em momentos distintos e uma sequência de trocas que deixaram a liderança provisória oscilando. Câmara manteve frieza nas relargadas, aproveitou a janela de pits e voltou a ocupar espaço entre os líderes após as voltas finais. Dunne completou o pódio; Emmo Fittipaldi terminou apenas em 16º, sem contribuir para a briga pelo topo da tabela.

O resultado ganha dimensão extra porque as duas etapas finais, no Catar e em Abu Dhabi, estão sob suspensão por conta do conflito na região, o que torna cada ponto ainda mais precioso. A diferença de sete pontos reforça a posição de Câmara, mas não define o campeão: Tsolov segue próximo e a disputa permanece acirrada até que a FIA confirme o calendário complementar.

Além do efeito imediato na tabela, a vitória reforça o currículo de Câmara diante das especulações sobre uma vaga na Fórmula 1 em 2027. Em termos práticos, o triunfo em Baku dá ao brasileiro mais margem para administrar riscos nas próximas corridas previstas — caso sejam mantidas — e força adversários a buscar reações rápidas para não deixarem a liderança escapar.