Rafinha concedeu sua primeira entrevista como diretor-executivo do São Paulo logo após a apresentação de Victor Sá. O ex-jogador reconheceu a curva de aprendizado do novo cargo e disse que a experiência como atleta e a rede de contatos têm ajudado, mas evitou romantizar a função: contratos, cláusulas e legislação exigem estudo e adaptação.

Sobre o caso mais sensível, Rafinha afirmou que Alan Franco pediu para deixar o clube e que tentou, por cerca de dois meses, convencê‑lo a permanecer. Classificou o empréstimo ao Tigres como ruim e negou que o atraso de um mês nos pagamentos de direitos de imagem tenha sido a causa direta da saída do defensor.

No capítulo das renovações, o executivo tratou do futuro de Calleri com otimismo. Segundo Rafinha, o atacante compreende a situação do clube e tem demonstrado disposição para permanecer; o dirigente espera notícias positivas em breve. O tema Lucas Moura foi mencionado entre as prioridades, sem decisões concretas anunciadas na entrevista.

Rafinha também detalhou a busca por referências sobre novos reforços — disse ter ligado a Mario Götze para comentar Aurélio Buta — e reiterou que não pretende negociar jogadores no segundo semestre se as vendas não resolverem os problemas técnicos do time. A confirmação do atraso em direitos de imagem expõe o aperto financeiro que pode dificultar a manutenção do elenco e exige respostas rápidas da gestão.