Em um recorte que começa em 30 de julho e chega até a derrota para o Fluminense, o Corinthians acumulou uma sequência que mudou o tom da temporada. São seis derrotas consecutivas no Brasileirão, eliminações precoces na Copa do Brasil e a eliminação na Libertadores, cenário que o próprio técnico reconhece como o pior período de sua carreira.
O baque começou com a derrota por 2 a 0 para o Internacional nas oitavas da Copa do Brasil, seguida da eliminação na Libertadores para o Estudiantes — empate fora e derrota em casa, com pênalti perdido por Memphis no último minuto. A ausência de Yuri Alberto, lesionado com grau 2 na coxa esquerda, agravou a perda de protagonismo ofensivo; o centroavante só deve voltar após a Data Fifa, em 7 de outubro.
Além das falhas em campo, o clube convive com desgaste fora dele: a novela da renovação de Memphis, cobranças da torcida que chegaram a provocar protestos e até reforço de segurança na saída da Arena, e a manutenção de Diniz no cargo defendida pela diretoria. O time, por ora fora da zona de rebaixamento, vê a luta por vaga na Libertadores ficar mais distante e igualou uma marca negativa que só ocorrera em 2006.
A combinação de lesões, decisões equivocadas em momentos-chave e perda de confiança impõe escolhas urgentes à comissão técnica e à direção: ajustar o sistema ofensivo sem Yuri, cobrar desempenho de jogadores decisivos e recuperar coesão tática. Se a reação não vier rápido, o custo esportivo e o desgaste institucional tendem a crescer nas próximas semanas.