Raphinha voltou a brilhar na segunda rodada do Campeonato Espanhol 2026/27: cobrou e converteu pênalti na goleada por 5 a 0 sobre o Elche, partida em que também deixou o seu segundo gol. Desde sua chegada ao Barcelona, em julho de 2022, o atacante acertou todas as nove cobranças que disputou em competições oficiais — número que o coloca como o jogador dos clubes da LaLiga com mais pênaltis convertidos no período.

Os números confirmam o peso do brasileiro na reta final das partidas: são 77 gols e 53 assistências em 178 jogos pelo clube. Na temporada passada (2025/26) Raphinha teve participação reduzida em campo, mas ainda assim terminou com 21 gols e sete assistências em 33 jogos — estatísticas que sustentam sua condição de peça ofensiva decisiva e recém-eleita capitão do elenco.

Apesar da eficácia nas cobranças de pênalti, Raphinha não teve participação em decisões por pênaltis (disputas) pelo Barça. No plano internacional, esteve lesionado nas oitavas da Copa do Mundo de 2026 contra a Noruega; coube a Bruno Guimarães bater a penalidade sofrida por Matheus Cunha, sem sucesso. O episódio lembra que, fora das condições ideais, a execução de cobranças é apenas um dos fatores determinantes.

Do ponto de vista técnico e tático, o aproveitamento perfeito nas penalidades consolida Raphinha como executor preferencial e dá ao treinador uma solução de confiança. Ao mesmo tempo, o desempenho individual reacende o debate sobre a necessidade de um centroavante fixo: ter um batedor seguro não substitui questões de encaixe ofensivo e presença de referência na área, temas que o Barcelona terá de ajustar à medida que a temporada avança.