Raphinha começa como titular contra o Haiti, na segunda rodada da Copa do Mundo de 2026, com um objetivo simples e direto: registrar sua primeira participação em gols em Mundiais. O atacante chega pressionado pelos torcedores após sair em branco na Copa de 2022 e em sua estreia na atual edição, mas conserva a confiança pública do técnico Carlo Ancelotti.
A trajetória que o colocou como titular permanente da Seleção começou no fim de 2021, após o destaque no Leeds. Em poucos anos passou ao patamar de estrela do Barcelona — clube ao qual foi negociado por quase 60 milhões de euros — e conquistou títulos nacionais. Pelos números com a amarelinha, soma 11 gols e oito assistências em 40 jogos, mas a tradução desse desempenho em grandes torneios ainda não veio de forma consistente.
No Mundial do Catar ele ficou em branco em cinco partidas; na seleção, a contribuição em competições de peso foi limitada a um gol de falta na Copa América de 2024. A temporada também teve percalços: lesões tiraram-lhe parte dos jogos sob Ancelotti e abriram espaço para concorrentes como Estêvão, Luiz Henrique e Rayan. O técnico, contudo, tem reiterado a confiança e busca extrair do atacante a profundidade e a capacidade de decisão que o fizeram brilhar no clube.
O jogo contra o Haiti representa, portanto, mais do que uma escalação: é uma chance de reduzir cobranças e reafirmar seu lugar no ataque em um momento de maior disputa por vagas. Se confirmar o potencial exibido no Barcelona, Raphinha alivia a tensão; se falhar novamente, a pressão sobre sua titularidade tende a crescer e a complicar as escolhas do treinador ao longo do torneio.