Raphinha tem hoje o cenário a seu favor para assumir oficialmente as cobranças de pênalti da Seleção Brasileira. Em treinamento na Austrália, o atacante treinou cobranças e surge como principal opção técnica para ocupar o vácuo deixado pela saída de Neymar dessa atribuição. O técnico Ancelotti já havia indicado que, se Raphinha estivesse em campo nas oitavas da Copa contra a Noruega, ele seria o responsável pelo disparo.

Os números costumam falar mais alto nesse tipo de decisão: o jogador não erra uma cobrança desde 23 de dezembro de 2017, quando atuava pelo Vitória de Guimarães. Desde então são 22 pênaltis convertidos em sequência, e o histórico geral registra 24 tentativas com 23 gols. No Barcelona, a precisão também impressiona — 13 gols em 13 pênaltis registrados pelo clube.

Um levantamento publicado pelo Mundo Deportivo adiciona outro argumento: a variedade nas execuções. Das últimas 16 cobranças (13 pelo Barcelona e 3 pelo Brasil), Raphinha bateu nove vezes cruzado na direita, seis vezes chapado na esquerda e uma no meio, o que aumenta sua imprevisibilidade perante goleiros adversários. Esse repertório técnico, aliado ao bom início de temporada pelo clube, sustenta a escolha do treinador.

Os amistosos contra a Austrália, em Townsville (sexta-feira) e Brisbane (na terça), e a viagem a Calcutá para enfrentar a Índia, em 3 de outubro, funcionam como oportunidade imediata para que Raphinha confirme a preferência da comissão técnica. Se mantiver a eficácia, o atacante tende a garantir uma responsabilidade que pode acompanhar o ciclo da seleção nos próximos anos — e dar a Ancelotti e à comissão uma solução estável para cobranças decisivas.