Raphinha vive um início de temporada que já entrou para a história do Barcelona. Neste sábado, o brasileiro marcou três vezes na vitória por 3 a 1 sobre o Sevilla e chegou a 14 gols em oito jogos, com três assistências — a melhor marca em princípio de campanha na trajetória do clube. Foi também o segundo hat-trick consecutivo do atacante, que se isolou na artilharia do Campeonato Espanhol e do futebol europeu.

O desempenho chamou atenção até do treinador adversário. Luis García Plaza, técnico do Sevilla, reagiu à ausência de Raphinha na lista dos 30 indicados à Bola de Ouro: “Como é que o Raphinha ficou fora dos 30 primeiros da Bola de Ouro?”. No Barcelona, Hansi Flick evita surpresa: o técnico já vinha elogiando a consistência do atacante, que balançou as redes em sete das oito partidas da equipe nesta temporada e só não marcou contra o Levante — ocasião em que deu duas assistências.

Como é que o Raphinha ficou fora dos 30 primeiros da Bola de Ouro?

O rendimento do brasileiro tem impacto direto na campanha do clube: o Barcelona segue líder isolado da LaLiga com sete vitórias em sete jogos e 21 pontos, seis à frente do Real Madrid, que tem 15 e pode reduzir a distância no domingo. O time catalão volta a campo em 10/10, contra o Getafe, após a pausa da Data Fifa, com Raphinha no centro do ataque e em alta influência no jogo coletivo.

Além do efeito esportivo imediato, a sequência de gols reacende o debate sobre critérios de premiações individuais. Raphinha foi quinto colocado na edição anterior da Bola de Ouro; a exclusão entre os 30 finalistas, diante de um começo de temporada tão expressivo, passa a ser vista como incongruência por adversários e analistas — e coloca pressão sobre instituições que avaliam desempenho em curto prazo. Para o clube e para o jogador, o momento é de capitalizar a forma sem perder de vista a consistência necessária ao longo da temporada.