Além da festa pelo título espanhol, o clássico no Camp Nou teve mais um motivo de atenção para a seleção brasileira: Raphinha voltou a campo pelo Barcelona após a lesão muscular sofrida em 26 de março, no amistoso contra a França. O atacante foi acionado no segundo tempo do 2 a 0 sobre o Real Madrid, mas teve atuação com poucos lampejos ofensivos.
Ainda em processo de recuperação de ritmo, Raphinha protagonizou a melhor chance ao receber na área e finalizar de pé direito, mas a conclusão não levou força suficiente para superar o goleiro adversário. O retorno, embora celebrado, expôs que o tempo de jogo será necessário para restabelecer a confiança e a intensidade.
Do ponto de vista da seleção, a entrada no clássico gera leituras opostas: por um lado, confirma a recuperação física antes da Copa; por outro, evidencia que o jogador ainda precisa de minutos para recuperar o condicionamento e a sintonia com o jogo de alto nível. A participação discreta impede qualquer conclusão definitiva sobre seu estado competitivo.
No vestiário adversário, Carlo Ancelotti destacou confiança no potencial de Vinícius Júnior e Raphinha para a competição — comentário que reforça a expectativa em torno dos dois brasileiros. A avaliação real sobre prontidão só virá com mais jogos e minutos em campo, cenário que a comissão técnica da seleção precisa acompanhar de perto.