O Baltimore Ravens desembarca no Maracanã neste domingo para enfrentar o Dallas Cowboys, às 17h25, em partida transmitida pelo sportv e pela ge. Fora das quatro linhas, a franquia carrega uma origem ainda lembrada por rivalidades: embora criada oficialmente em 1996, os Ravens surgiram a partir da transferência da estrutura dos Cleveland Browns, em um movimento que gerou forte contestação entre torcedores e entre proprietários da liga.

A controvérsia começou com Art Modell, então dono dos Browns, que enfrentava problemas financeiros e a impossibilidade de modernizar o antigo estádio municipal de 1931. Sem o financiamento público necessário, Modell aceitou incentivos de Baltimore e levou elenco e comissão técnica para a nova cidade. A NFL mediou a solução: Cleveland manteve o nome, cores e a história dos Browns, enquanto a franquia transferida foi rebatizada — assim nasceram os Ravens, escolhidos por votação popular.

A identidade da equipe de Baltimore foi rapidamente costurada à cultura local: o nome remete ao poema O Corvo, de Edgar Allan Poe, escritor sepultado na cidade, e a estética sombria comentou os uniformes e a marca. Em campo, o time não demorou a se firmar: é a única expansão criada após 1976 a conquistar o Super Bowl, ergueu o primeiro troféu em poucos anos e voltou a vencer a final da liga em outra temporada. Hoje a franquia é uma das mais valiosas da NFL, com avaliação milionária e projeção global.

No aspecto esportivo, o Ravens chega liderado por nomes como Lamar Jackson e com cartel recente de competitividade; lesões de peças como Zay Flowers levantam preocupação, mas não apagam a força montada ao longo de décadas. Para o público brasileiro, o jogo no Maracanã é também um lembrete do vínculo transnacional da NFL: uma equipe nascida em polêmica, que acabou consolidando sucesso esportivo e financeiro e agora joga diante de uma plateia internacional.