A República Democrática do Congo afirmou que não mudou o planejamento para a Copa do Mundo de 2026, mesmo após orientação das autoridades americanas de que a delegação deve permanecer em uma bolha por 21 dias antes de viajar aos Estados Unidos. A equipe segue com treinos na Bélgica e tem amistosos marcados contra Dinamarca e Chile na Europa.

Andrew Giuliani, diretor executivo da Força‑Tarefa da Casa Branca para a Copa, disse que a delegação precisa manter a integridade da bolha e se isolar por 21 dias, sob risco de ter a entrada aos EUA negada. A seleção congolesa pretende se estabelecer em Houston durante o torneio e estreia no Grupo K contra Portugal em 17 de junho; também tem jogos previstos contra Colômbia (23 de junho, Guadalajara) e Uzbequistão (27 de junho, Atlanta).

Um porta‑voz da equipe declarou que o cronograma permanece inalterado, que nenhum jogador veio da República Democrática do Congo e que a maior parte do elenco está sediada na Europa, incluindo o técnico Sébastien Desabre. Alguns dirigentes chegaram recentemente ao campo de treinamento na Bélgica, e uma viagem comemorativa de três dias a Kinshasa foi cancelada.

A Organização Mundial da Saúde elevou para 'muito alto' o risco de que a cepa Bundibugyo do Ebola se torne um surto nacional na República Democrática do Congo e declarou emergência de interesse internacional. O surto já soma cerca de 750 casos suspeitos e 177 mortes suspeitas, segundo as autoridades. O episódio aponta para um desafio logístico: conciliar protocolos sanitários internacionais com a rotina de preparação para o torneio.