A República Democrática do Congo entrou para a história das Copas ao marcar seu primeiro gol no torneio e sair com um ponto de Guadalajara: empate por 1 a 1 com Portugal. João Neves abriu o placar para os europeus aos cinco minutos, mas no último minuto do primeiro tempo Wissa subiu livre na pequena área e cabeceou para igualar. O resultado mantém o Grupo K aberto e dá à seleção africana a estreia com saldo positivo.

O técnico Sébastien Desabre valorizou o ponto e a importância simbólica do gol. O treinador francês destacou que a equipe deu tudo em sua primeira partida no Mundial, elogiou a execução da jogada de bola parada — ensaiada nos treinos — e afirmou que o resultado traz energia para os próximos compromissos. A marca ganha relevo histórico: a RD Congo já havia ficado sem marcar na estreia de 1974, quando participou como Zaire.

A jogada que definiu o empate nasceu de um escanteio curto: trabalho na lateral, cruzamento de Masuaku e a conclusão de Wissa, em movimento perfeito. Portugal teve o domínio inicial e criou chances, mas esbarrou na capacidade defensiva e na organização congolenses, que resistiram e transformaram a bola parada em arma decisiva. Para a seleção africana, o ponto é tanto recompensa tática quanto alívio psicológico.

A equipe de Desabre volta a campo na próxima terça-feira, contra a Colômbia, e precisa aproveitar o momento para somar pontos em busca de classificação. O resultado frente a Portugal é um primeiro passo concreto, mas não altera a dificuldade do grupo: a disputa segue aberta e a campanha terá de se sustentar em consistência e novas performances seguras nas bolas paradas e na transição.