A República Democrática do Congo fez história nesta terça-feira (31). Em duelo realizado no México pela final da repescagem intercontinental, os Leopardos superaram a Jamaica por 1 a 0 na prorrogação e voltam a uma Copa do Mundo depois de 52 anos. A conquista teve drama: dois gols de Bakambu foram anulados no tempo normal antes de Tuanzebe definir no tempo extra.
O jogo teve pouca criação nos primeiros 45 minutos. A RD Congo chegou a marcar aos quatro minutos, mas o gol de Bakambu foi anulado por impedimento. Os africanos ainda tiveram chance com Elia, que acertou a trave, enquanto a Jamaica ameaçou em transições rápidas, com Palmer e Bailey levando perigo ao gol congoles.
Tuanzebe foi o herói que garantiu a vaga congolesa.
No segundo tempo, a partida manteve o equilíbrio, mas a RD Congo cresceu em intensidade e pressionou com insistência no terço final, apesar de desperdiçar chances e ver Bakambu ter outro gol anulado aos 40 minutos. A seleção mostrou volume de jogo, mas faltou precisão para transformar a superioridade em resultado no tempo regulamentar.
Na prorrogação, a persistência dos congoleses foi recompensada. Wan-Bissaka cobrou escanteio pela esquerda, a bola passou pela área e o zagueiro Tuanzebe desviou para o fundo da rede. A Jamaica tentou reagir na etapa final do tempo extra, porém sem a força necessária para ameaçar o resultado; Edo Kayembe ainda teve oportunidade de ampliar.
Além do alívio esportivo, a vaga tem dimensão histórica e logística: a RD Congo volta a figurar no maior palco do futebol desde 1974, quando participou como Zaire. Agora no Grupo K, com Portugal, Colômbia e Uzbequistão, os congoleses encaram desafio difícil e passam a ter a chance de transformar essa inédita exposição em desenvolvimento técnico e retorno econômico para a federação.
A RD Congo volta a uma Copa do Mundo após 52 anos.