Reeleito em junho, Florentino Pérez abriu a temporada com decisões de impacto: anunciou José Mourinho como novo treinador e trouxe seis reforços que custaram ao clube 224 milhões de euros — cerca de R$ 1,3 bilhão. A movimentação tem objetivo claro: encerrar um jejum de títulos que se estende por dois anos e reduzir o desgaste esportivo sofrido pelo clube.
A lista de chegadas inclui Bernardo Silva, Dumfries, Cucurella, Konaté, Carlos Espí e Diomande. Alguns já se integraram aos treinos de pré-temporada — caso de Bernardo, Dumfries e Espí — enquanto reforços que terminaram a temporada mais tarde, como Cucurella e Konaté, ainda não apareceram. Jogadores que disputaram a Copa do Mundo até fases avançadas, como Mbappé e Bellingham, também estão fora das primeiras atividades coletivas.
A estratégia combina contratações para corrigir fragilidades defensivas (Cucurella, Dumfries, Konaté) com alternativas ofensivas (Bernardo Silva, Carlos Espí, Diomande). Endrick retorna ao elenco após empréstimo ao Lyon e passa a dividir espaço com reforços, ao lado do titular indiscutível Mbappé. O clube também registrou cinco saídas, entre elas a venda de Gonzalo García ao Fulham por €40 milhões.
É o maior desembolso do Real desde o verão europeu de 2019, quando o clube também fez investimentos expressivos. Com estreia marcada para 26 de agosto, diante da Real Sociedad, e amistosos programados contra, entre outros, Ferencvaros e Deportivo La Coruña, a diretoria agora mede o retorno imediato: o investimento bilionário aumenta a pressão por resultados e títulos já na próxima temporada.