O Real Madrid iniciou uma reformulação clara após duas temporadas sem títulos e com José Mourinho de volta ao comando, 13 anos depois. A diretoria acelerou o mercado com contratações e mudanças na base técnica, numa aposta explícita para recuperar o protagonismo doméstico e europeu.

A montagem do elenco começou pela defesa: Marc Cucurella chegou por 55 milhões de euros e Denzel Dumfries por 20 milhões, enquanto Ibrahima Konaté veio a custo zero após deixar o Liverpool. No meio-campo, Bernardo Silva, também sem custo, foi incorporado para dar mais criação e experiência. No ataque, Carlos Espí assinou até junho de 2031 após marcar 13 gols em 27 jogos na última edição do Espanhol; Endrick retornou de empréstimo do Lyon para disputar posição.

O clube está perto de sacramentar a contratação de Yan Diomandé, jovem atacante do RB Leipzig, por cerca de 100 milhões de euros — operação que supera a concorrência e sinaliza ambição financeira. O outro alvo de peso é Rodri, eleito o melhor da Copa do Mundo 2026: segundo a imprensa espanhola, o Real já recebeu sinal verde da presidência para negociar um negócio estimado em 40 a 50 milhões de euros; o volante tem contrato com o Manchester City até 2027 e teria recusado renovação, manifestando desejo de voltar à Espanha.

A combinação entre grandes outlays e aproveitamento de peças a custo zero mostra estratégia híbrida, mas também aumenta a pressão: após dois anos sem taças, a conta por contratações caras e reposições de experiência precisa retornar em resultados imediatos. Mourinho herda um elenco remodelado — e a responsabilidade de transformar investimento e expectativas em títulos.