Grêmio e Vasco chegam às semifinais da Copa do Brasil com uma condição extra que pesa tanto quanto o adversário: permanecer na Série A do Brasileirão. A conquista do torneio nacional daria vaga direta à Libertadores de 2027, mas a participação está condicionada pela permanência na primeira divisão — requisito que anula o acesso de equipes rebaixadas.
A Copa do Brasil distribui duas vagas para a competição sul-americana (campeão na fase de grupos e vice em fase anterior, quando ainda não classificados). Porém, o Manual de Clubes da Conmebol passou a exigir, em sua versão mais recente, que o time represente uma federação que atue na elite nacional no ano seguinte. A antiga exceção — que permitia ao campeão jogar a Libertadores mesmo na Série B — foi retirada entre 2023 e 2024.
Na prática, se Grêmio ou Vasco forem rebaixados e conquistarem a Copa do Brasil, as vagas brasileiras não serão ocupadas por estes clubes: serão redistribuídas conforme regras do Brasileirão. O efeito prático é duplo: perda de receita esportiva e comercial para quem cair, e maior pressão administrativa e esportiva sobre elencos e diretorias que lutam contra a degola.
Além do impacto financeiro, a mudança regulatória expõe desafios institucionais. A retirada da exceção alterou o planejamento de clubes em situação instável e eleva o custo político e técnico de um rebaixamento. Nesta fase decisiva, Vasco e Palmeiras se enfrentam aos domingos (Nubank Parque e São Januário), enquanto Grêmio joga com Atlético-MG na Arena e depois na Arena MRV — partidas cujos resultados terão consequência além da taça.