Com o Campeonato Brasileiro em curso e um duelo contra o Vasco pela frente, o São Paulo convive com destinos variados entre os seis reforços contratados na última janela. Apenas o lateral-esquerdo Iago e o lateral-direito Pedro Lima conseguiram espaço imediato: Iago disputou 12 jogos, com um gol e duas assistências, e está emprestado até o fim do ano sem cláusula de compra; Pedro Lima, com quatro partidas, ganhou a posição apesar da pouca idade e tem vínculo até junho de 2027.

O cenário que parecia promissor foi bastante afetado por lesões. Domingos Duarte, contratado no fim de julho e rapidamente consolidado como o melhor zagueiro do elenco, rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho direito após apenas nove partidas e só retorna no ano que vem. O contrato do português vai até julho de 2028, mas a perda imediata agrava a deficiência defensiva e força ajustes táticos e de elenco.

Aurélio Buta também não deve disputar mais a temporada: após três jogos ele passou por procedimento no joelho direito e não tem previsão de retorno a tempo. Entre os que ainda buscam espaço, o volante Newton soma nove partidas e tem sido mais utilizado por Dorival como zagueiro, enquanto Victor Sá, com contrato até 2029, disputou nove jogos (dois como titular) e registrou apenas uma assistência.

A combinação de lesões e aproveitamento irregular revela duas frentes de preocupação: a imediata, que exige soluções para recompor a zaga e manter competitividade no Brasileiro; e a de médio prazo, relacionada à estratégia de contratações — entre empréstimos sem cláusula de compra, contratos longos com adaptação lenta e dificuldades de negociação (caso de Pedro Lima com o Wolverhampton). O próximo mercado e a gestão da parede de jogadores serão decisivos para não sobrecarregar o elenco de Dorival.