O lateral-esquerdo Reinaldo, do Mirassol, denunciou nas redes sociais ter sido alvo de uma cusparada por um torcedor na Vila Belmiro, no empate por 1 a 1 com o Santos. O incidente ocorreu aos 24 minutos do primeiro tempo, quando o jogador se aproximou da proteção de vidro para cobrar um lateral. Reinaldo deixou claro que o ponto conquistado em campo ficou em segundo plano diante do episódio e exigiu providências para evitar repetição.
No momento da agressão, o atleta reclamou com a arbitragem; jogadores do Santos, entre eles Neymar, e a árbitra Edina Alves Batista se aproximaram para conversar com Reinaldo antes que a partida fosse retomada. Relatos semelhantes já foram registrados anteriormente na Vila Belmiro, com denúncias feitas por figuras do futebol como o técnico Tite e o árbitro Bráulio da Silva Machado, o que indica que o problema não é pontual.
A recorrência de ataques desse tipo aponta para falhas na contenção de comportamento de torcedores e na proteção física dos atletas junto às arquibancadas. Além do desconforto imediato ao jogador atingido, episódios repetidos têm potencial de criar desgaste para o clube mandante, gerar críticas às estruturas de segurança do estádio e aumentar a pressão sobre as entidades responsáveis por disciplinar atos de violência em jogos.
Cobranças públicas como a feita por Reinaldo abrem espaço para que Santos e autoridades do futebol informem medidas efetivas — desde identificação e punição do agressor até revisão de protocolos de segurança. Sem ações claras, o risco é que casos semelhantes voltem a ocorrer, ampliando custo político e reputacional para o clube e para a organização das competições.