Foram 164 dias sem balançar as redes, mas a noite em Mirassol teve um desfecho à altura da dimensão do momento. Reinaldo converteu pênalti e marcou o segundo gol na vitória por 2 a 0 sobre a LDU, cena que ganhou contorno pessoal quando o lateral tirou a camisa para mostrar o nome da mãe e se emocionou em campo. O resultado colocou o Leão na liderança do Grupo G e deu fôlego à campanha na Libertadores.
O gesto já vinha preparado: o jogador contou que pediu a confecção da camisa antes da partida porque sentia que o gol viria. A carga emocional vinha de outro lado: ele entrou em campo apenas quatro dias depois de se despedir de Maria das Graças da Silva, conhecida como Gracinha, falecida em Alagoas no domingo anterior — o mesmo dia da partida contra o Corinthians. Reinaldo deixou claro que dedicou o momento à memória dela.
No plano técnico, a cena também tem peso. Autor do melhor desempenho ofensivo do Mirassol em 2025, o lateral viveu um início de temporada irregular: ainda sem marcar em 2026 e com atuação oscilante do time, o gol representou alívio individual e coletivo. A penalidade foi marcada após lance em que Carlos Eduardo foi derrubado, e Reinaldo assumiu a responsabilidade com a categoria habitual.
Rafael Guanaes destacou o lado humano e a liderança do jogador, lembrando rotina de trabalho e compromisso no CT. Para o clube, a combinação de resultado e momento emocional reforça a conexão entre time e torcida no Maião e mantém a equipe em posição confortável rumo às oitavas — desde que consiga manter consistência nas próximas rodadas.