Conhecido pelo bom humor e pela convivência leve, Reinaldo, 36, admite que a imagem de 'resenha' também cobrou um preço em sua trajetória. Em entrevista ao podcast Abre Aspas, o lateral do Mirassol disse que o rótulo fez com que parte da opinião pública deixasse de avaliar apenas seu desempenho, mesmo em fases de alto rendimento no São Paulo.

O jogador relembrou passagens marcantes — encontros com adversários de calibre internacional e histórias de vestiário — e afirmou ser torcedor fanático do São Paulo. Citou ainda a importância de treinadores como Fernando Diniz em sua formação profissional e disse que a família, sobretudo o filho Davi, foi peça central para superar momentos difíceis.

Reinaldo relatou que comentários nas redes sociais tiveram efeito prático em campo: chegou a entrar nos jogos com receio de errar e sentiu que isso limitou sua performance em determinado período. O depoimento expõe como narrativas externas e estigmas pessoais podem interferir no comportamento competitivo e no reconhecimento público de atletas.

Para o Mirassol e para o próprio jogador, a fala tem efeito duplo: humaniza um veterano que soma mais de 800 partidas e 15 temporadas seguidas no Brasileirão, mas também sugere que clubes, mídia e torcidas tendem a reduzir trajetórias extensas a rótulos que carregam custo esportivo e simbólico. É um alerta sobre o peso das redes e sobre como imagens públicas podem moldar (e às vezes limitar) avaliações profissionais.