O relatório final da CPMI que investigou fraudes no INSS incluiu o nome de Roberto de Assis Moreira ao listar movimentações financeiras examinadas pela comissão. Ligado aos bastidores do futebol por sua atuação ao lado do irmão Ronaldinho Gaúcho, o empresário surge no documento como destinatário de uma transferência apontada entre operações consideradas atípicas pela investigação.

A informação decorre da quebra de sigilo bancário de empresas atingidas pela apuração, etapa que permitiu à comissão mapear a circulação de recursos entre pessoas físicas e jurídicas. No conjunto de registros, o relatório aponta o recebimento de R$ 591.248,23, em 13 de junho de 2023, lançamento incluído no rastreamento das contas vinculadas à Clientlist Propriedade Intelectual.

O relatório registra repasses significativos para a MZ Intermediações e para diversas casas de câmbio.

O documento detalha diversos fluxos, entre eles repasses de grande porte para a MZ Intermediações e movimentações envolvendo casas de câmbio. A Clientlist, segundo a CPMI, movimentou valores bilionários no período sob análise e figura como um dos focos centrais das apurações. Importante ressaltar que o relatório descreve movimentos e conexões, sem, no texto, imputar automaticamente irregularidade ao destinatário da transferência citada.

Politicamente, a menção a um nome associado ao universo do futebol chama atenção porque mistura repercussão pública e necessidade técnica de esclarecimento. Do ponto de vista jornalístico, trata‑se de um dado que reforça a dimensão financeira da investigação e que pode gerar pedidos de explicação por parte de autoridades e da própria comissão. A inclusão também tende a movimentar a cobertura midiática pelo potencial simbólico do vínculo entre o futebol e negócios investigados.

A CPMI informou ter utilizado registros bancários para estruturar o relatório e mapear relações entre empresas e pessoas. Caberá agora às autoridades competentes avaliar se as movimentações exigem aprofundamento judicial ou administrativo; até o momento, o documento serve como retrato das conexões financeiras detectadas, não como sentença sobre condutas específicas.

Também consta uma transferência de R$ 591.248,23 a Roberto de Assis Moreira, realizada em 13 de junho de 2023.