O fechamento da carreira de Oscar Schmidt ficou marcado pela resistência ao fim: no que viria a ser seu último jogo, diante do Minas, o time adversário venceu por 101 a 89, mas o eterno camisa 14 foi, mais uma vez, o cestinha da partida, com 32 pontos. Naquele encontro ele também atingiu a marca de 1.000 pontos na competição — um símbolo da capacidade de pontuar até os momentos finais da carreira.
O ex-jogador, que nasceu em 16 de fevereiro de 1958 em Natal (RN) e ficou mundialmente conhecido como 'Mão Santa', decidiu interromper a carreira oficialmente em 16 de maio de 2003, dois dias após o duelo com o Minas. Ao longo de sua trajetória vestiu camisas de clubes brasileiros e europeus — entre eles Palmeiras, Sírio, Corinthians, JuveCaserta, Pavia e Valladolid — e encerrou sua jornada profissional no Flamengo.
No plano das estatísticas, Oscar deixou marcas que resistiram por décadas: 1.093 pontos em cinco edições olímpicas (Moscou 1980, Los Angeles 1984, Seul 1988, Barcelona 1992 e Atlanta 1996), fazendo dele o maior pontuador dos Jogos até hoje. Ao fim da carreira profissional somou 49.737 pontos em partidas oficiais — total que só foi ultrapassado em 2024 por LeBron James.
Reconhecido internacionalmente, Oscar entrou para o Hall da Fama da NBA em 2013, momento em que revisitou sua trajetória e a importância que teve para popularizar o basquete no Brasil. A notícia da morte do ex-jogador, ocorrida nesta sexta-feira, aos 68 anos, reacende a memória de um atleta cujo principal legado foi a consistência no arremesso e a capacidade de transformar seu talento em narrativa esportiva nacional.