No Beira-Rio, o Remo arrancou um empate por 1 a 1 contra o Internacional graças a um chute de Vitor Bueno já nos acréscimos. O gol que salvou o ponto veio depois de um jogo em que o Leão teve dificuldades para impor ritmo e criar chances com consistência. A igualdade evita a derrota, mas não corrige os sinais de alerta exibidos ao longo da partida.
A equipe mostrou fragilidades defensivas e intermitência ofensiva. Alguns jogadores pareceram desconectados do plano tático; houve falhas que favoreceram o adversário e escassez de combinações no terço final. Marcelinho, que aparece na imagem de cobertura, teve presença discreta e, no geral, o time sentiu falta de protagonismo coletivo antes do acerto individual ao fim do jogo.
As mexidas do técnico no segundo tempo mudaram o desenho do time e colocaram Vitor Bueno em posição de fazer a diferença, o que ocorreu com um chute de fora da área. Ainda assim, o empate nasceu mais de um lampejo do que de uma construção sustentável: na reta final o time também desperdiçou uma oportunidade que poderia ter dado mais tranquilidade.
Politicamente dentro do clube, o resultado oferece um alívio momentâneo, mas amplia a cobrança por regularidade. O ponto fora de casa tem valor, mas evidencia que o Remo precisa ajustar posicionamento defensivo e alternativas ofensivas para evitar depender de decisões individuais. O próximo compromisso será um teste para saber se esse empate serve como impulso ou apenas como paliativo.