O empate por 1 a 1 entre Remo e Palmeiras, pela 15ª rodada da Série A, ficou marcado não apenas pelos quase dois horas de atraso no apito inicial devido à forte chuva em Belém, mas também por decisões controvertidas que passaram pelo VAR. Além de um jogador do Remo expulso e de um gol anulado por toque no braço de Flaco Lopez, a principal reclamação da diretoria é um suposto pênalti não revisado perto dos 40 minutos do primeiro tempo.
Na coletiva após o jogo, o executivo de futebol Luis Vagner Vivian afirmou que a equipe de vídeo não acionou o árbitro para rever um cruzamento que teria batido no braço de Marlon Freitas dentro da área. Segundo ele, tratou‑se de uma omissão que compromete o papel do VAR como instância de correção de decisões claras e que será encarada pelo clube com formalidade.
O Remo anunciou que vai compilar os lances em que se considera prejudicado para apresentar na reunião semanal com a comissão de arbitragem, e pediu tranquilidade à torcida. A reclamação ganha força porque, no mesmo jogo, representantes do Palmeiras também levantaram críticas à arbitragem, sinalizando que a atuação do trio de arbitragem e do VAR terá desdobramentos nas conversas entre clubes e entidades.
Com a polêmica em curso, o foco do Remo agora se volta para a sequência de jogos: o time encara o Bahia pela Copa do Brasil na quarta‑feira e visita a Chapecoense no próximo domingo pelo Brasileirão. Para a diretoria, a omissão apontada coloca pressão sobre a percepção de consistência do árbitro de vídeo e alimenta a cobrança por transparência nas próximas rodadas.