O Remo saiu do confronto contra o Fluminense com a derrota de virada e segue instalado na zona de rebaixamento da Série A. O resultado expõe uma realidade menos isolada do que parece: nas cinco partidas mais recentes o Leão somou apenas cinco pontos, um rendimento que não o diferencia dos demais clubes da parte baixa da tabela.
O recorte que compara as posições do 12º ao 20º mostra que Vitória, São Paulo, Santos, Grêmio, Internacional, Mirassol, Remo, Vasco e Chapecoense também não superaram os cinco pontos no mesmo período. A estatística transforma a aparente fraqueza individual do Remo em um problema coletivo da região inferior da classificação, onde poucas equipes conseguem embalar.
Para o Remo, a leitura é dupla: por um lado, a proximidade dos concorrentes oferece margem para recuperação num calendário curto; por outro, a ausência de sequência positiva aumenta a pressão sobre comissão técnica e diretoria. O clube desperdiçou pontos em confrontos diretos, como os chamados ‘duelos de seis pontos’ contra Mirassol e Internacional, o que amplia o custo de cada tropeço.
A próxima oportunidade de reagir será na segunda-feira, dia 31, contra o Coritiba, no Mangueirão, pela 25ª rodada. Com a tabela tão comprimida, o resultado vale mais do que três pontos: pode servir de impulso para escapar da zona ou acentuar a sensação de estagnação caso o Leão não consiga traduzir a proximidade num ganho efetivo na classificação.