O Remo informou nos bastidores que Thiago Carpini é o plano A para assumir o time após a demissão de Léo Condé, anunciada na madrugada depois da derrota por 2 a 1 diante do Bahia. A saída foi apresentada pelo clube como um acordo, e os auxiliares também deixam a comissão. O cenário é de emergência: o clube ocupa a penúltima colocação, com 23 pontos, cinco atrás do primeiro fora da zona de rebaixamento.
Carpini, 42 anos, está livre desde que deixou o Fortaleza no fim de julho. No Leão do Pici, colecionou o título do Campeonato Cearense de 2026 sem derrotas, levou a equipe às oitavas da Copa do Brasil e foi vice na Copa do Nordeste. Sua trajetória inclui passagens por São Paulo — com a conquista da Supercopa do Brasil — Juventude, Vitória e outros clubes do país.
Mesmo com títulos no currículo, o nome traz também dúvidas: a direção do Fortaleza considerou a campanha na Série B abaixo do esperado, fato que precipitou a demissão de Carpini. Para o Remo, entretanto, pesa sua experiência em trabalhos de curto prazo e a capacidade de aplicar ajustes táticos rápidos — atributos valorizados quando a janela de escape para o rebaixamento é pequena.
A negociação ainda não foi oficializada e, na avaliação de dirigentes e analistas, o novo treinador terá pouco tempo para implementar mudanças e somar pontos essenciais. Se a contratação se confirmar, a pressão por resultados será imediata; se não, o Remo corre o risco de aprofundar o desgaste técnico e institucional à medida que a Série A avança.