São Paulo, SP — O Remo sofreu uma goleada por 6 a 1 para o Palmeiras na 34ª rodada do Brasileirão, em 5 de novembro, e segue dentro do Z-4, agora a nove pontos da saída da zona de rebaixamento. O resultado agravou um problema que acompanha o clube desde a estreia na Série A: instabilidade do elenco e erros de planejamento.

O jogo desandou já nos minutos iniciais. Aos três, Vitor Roque acionou Arias, que driblou o goleiro Marcelo Rangel e abriu o placar. Em seguida o time azulino teve chance com Jajá, mas não conseguiu empatar. Aos 13 e 20 minutos, Arias e Maurício ampliaram a vantagem, explorando com facilidade o lado esquerdo da defesa do Remo. O quarto gol saiu em um cruzamento desviado e foi confirmado após revisão do VAR.

Acreditar até o final

Zé Welison, com mais ações defensivas do time no primeiro tempo, achou o gol de honra com um chute de fora da área desviado em Gustavo Gómez. Na volta do intervalo, Thiago Carpini mexeu no time — entraram Zé Ivaldo, Mayk e Edson Fernando —, mas a alteração não mudou o roteiro. Flaco López, que entrou no segundo tempo, marcou aproveitando novamente o corredor explorado pelo Palmeiras; mais tarde, Felipe Anderson fechou em 6 a 1.

A eliminação do equilíbrio tático e a frequência de mudanças no elenco já vinham sendo sinais de problema: Carpini repetiu a escalação pela primeira vez em sete jogos, reflexo de um time que pouco teve estabilidade. A temporada do Remo também foi marcada por amplo volume de contratações e testes — 54 jogadores foram utilizados —, fator que, na avaliação de observadores, ajuda a explicar a falta de entrosamento e os erros táticos exibidos contra o vice-líder.

Após a partida, o clube permanece pressionado na luta contra o rebaixamento. A derrota no Nubank Parque deixou em evidência a necessidade de decisões mais claras sobre formação e planejamento se o Leão Azul quiser buscar um fim digno na competição.

propor algumas situações em cima do adversário, tentando explorar algumas fragilidades