O desabafo de Renan Lodi, logo após o jogo que deixou a imprensa surpresa na Arena MRV, colocou em evidência um conjunto de atritos extracampo no Atlético-MG. Não foi um episódio isolado: o elenco vinha lidando com vaias da torcida, cobranças públicas do técnico Eduardo Domínguez e atitudes de atletas que alimentaram a tensão interna.
A vitória apertada sobre o Juventud pela Sul-Americana — com desempenho contestado dentro de campo — antecedeu críticas públicas do treinador sobre a intensidade dos treinos e a responsabilidade individual. A fala de Domínguez gerou reação no grupo e precisou ser administrada pelo departamento de futebol, segundo pessoas próximas ao clube.
Também pesaram as comemorações de Bernard e Reinier, que provocaram vaias e levaram a pedidos de retratação nas redes; Reinier chegou a ser ameaçado na porta da Cidade do Galo, episódio oficialmente repudiado pelo clube. Três dias depois, a derrota para o Coritiba e boatos sobre um suposto pedido de saída do técnico — negado por Domínguez e pelo diretor Paulo Bracks — ampliaram a sensação de exposição do elenco.
No calor do momento, Lodi falou com incomodo sobre as situações extracampo, mas tratou de dizer que não há divisão no vestiário, defendeu o trabalho do treinador e afirmou ter dialogado com companheiros. O Atlético trabalha para conter o desgaste e focar na preparação, mas o acúmulo de episódios cobra obra de conciliação interna para evitar reflexos no desempenho.