Recuperado de uma torção no tornozelo esquerdo, Renê deve reassumir a lateral do Fluminense na semifinal da Libertadores contra o Palmeiras. Em entrevista ao ge, o jogador sublinhou que a competição é traiçoeira e que partidas podem se definir em poucos minutos — lição tirada de experiências opostas na carreira.

O lateral lembrou o título continental que conquistou em 2019 e a eliminação que viveu em 2023, destacando que esses episódios reforçam um princípio simples: não relaxar em nenhum momento. Para ele, a diferença entre classificar ou ser eliminado passa por detalhes, concentração e execução nas decisões.

Além do aspecto mental, Renê analisou o duelo técnico: faltou mais objetividade e finalização no jogo de ida, e o Palmeiras tem uma defesa compacta que exige soluções cirúrgicas. Ele defende que apenas força física não basta; é preciso estratégia, inteligência tática e melhor aproveitamento das chances na área.

O jogador também avisou sobre o ambiente no Allianz: estádio hostil e gramado diferente, fatores que tornam a experiência valiosa. A expectativa é de que os veteranos do Flu ajudem a segurar a equipe nos momentos de pressão e que a 'família' do grupo prevaleça em campo para equilibrar a dificuldade do confronto.

Do ponto de vista prático, a volta de Renê soma experiência e liderança num jogo de altas consequências. Se o Fluminense mantiver disciplina tática e melhorar o acabamento das jogadas, aumenta a chance de reverter o placar; caso contrário, a advertência sobre a rapidez com que tudo pode mudar na Libertadores volta a ser concreta.