O Brasil se despediu da torcida com uma goleada convincente sobre o Panamá: 6 a 2 no Maracanã, no último amistoso antes da viagem para os Estados Unidos e a estreia na Copa. O placar, que parece definitivo, veio depois de um primeiro tempo de pouca criatividade e ajustes táticos que só foram superados na etapa final.
A partida teve dois rostos: um início morno, em que a seleção mostrou dificuldade para furar a defesa adversária, e um segundo tempo em que o time ampliou intensidade, movimentação e objetividade ofensiva. Sem detalhar nomes ou cronômetros, o que ficou claro foi a superioridade construída na parte final do jogo, com variações que deram mais dinâmica ao ataque.
Nas redes sociais, a vitória virou combustível para memes e provocações: internautas celebraram a produção dos jogadores que saíram do banco e passaram a pedir, em tom bem-humorado, que Ancelotti avalie seriamente escalá‑los no torneio. A cutucada virtual resume um dilema clássico de amistosos: o desempenho em jogos-treino e a repercussão pública ganham peso político e esportivo nas decisões finais do treinador.
Do ponto de vista técnico, o resultado amplia opções e abre perguntas para a comissão técnica: confirmações merecem ser consideradas, mas trata‑se de um retrato do momento, não de uma sentença. Entre eficiência ofensiva e os ajustes defensivos ainda necessários, a goleada rende confiança, mas também pressiona por decisões coerentes na montagem do grupo que irá à Copa.