Lucas Moura voltou aos gramados depois de 160 dias e deixou resultado imediato no retrospecto do São Paulo: com o meia em campo nesta temporada foram 18 jogos e 11 vitórias, aproveitamento de 66,7%. Sem ele, o time soma apenas dez triunfos em 34 partidas — 38,2% de aproveitamento.

O impacto vai além das estatísticas: o jogador de 34 anos tem três gols e uma assistência no ano e ocupou a função de armador no retorno, iniciando a jogada que terminou no gol de Calleri contra o Vitória. Em projeção hipotética, se o São Paulo mantivesse aproveitamento próximo dos 60% no Brasileirão estaria à frente do atual terceiro colocado, o que ilustra o peso da presença de Lucas na competição.

O meia se lesionou em maio, após o empate com o Bahia pela 14ª rodada, quando o clube tinha 57,1% de aproveitamento e ocupava a quarta posição. A recuperação adiantada — com previsão inicial estendida até o ano que vem — trouxe alívio à comissão técnica de Dorival Júnior, que viu o prazo ser reduzido e a participação do jogador na reta final ser maior do que o planejado.

Restam oito rodadas e o vínculo de Lucas vai até dezembro; o retorno coloca pressão sobre a diretoria para decidir o futuro do atleta e interfere diretamente no planejamento esportivo do clube para o próximo ano. Em curto prazo, a reaparição de Lucas oferece alternativa técnica e melhora as chances do São Paulo na luta por posições melhores no Brasileiro.