O anúncio oficial da demissão de Luis Zubeldía pelo Fluminense teve uma reação inesperada: o atacante Riquelme Felipe deixou um comentário no post do clube agradecendo a saída do treinador e excluiu a mensagem minutos depois. O episódio ficou visível por breve período nas redes sociais e já repercute internamente e entre os torcedores.

Formado em Xerém e integrado ao profissional em 2024, Riquelme começou a ganhar espaço em 2025, mas voltou a perder oportunidades sob o comando do argentino. Em 2026, disputou apenas cinco jogos oficiais pelo time principal, sendo duas partidas como titular no Carioca. No Brasileirão, entrou contra Santos, ajudou no empate com Vitória e atuou na derrota para Mirassol; em seguida acabou retornando ao sub-20 em algumas ocasiões.

O comentário apagado aponta para um desconforto que vinha sendo perceptível: o jovem foi frequentemente preterido em favor de jogadores com mais experiência, como Serna e Soteldo, e chegou a ficar fora de lista para jogos da Libertadores. Mais do que um deslize nas redes, a cena traz à tona questões sobre a integração da base ao elenco e a gestão do elenco por parte da comissão técnica.

Além do imediatismo das redes, o caso tem efeito político interno. A saída de Zubeldía reabre o debate sobre o aproveitamento de garotos de Xerém, pressiona a diretoria a dar respostas claras à torcida e revela que, por baixo da comunicação oficial, existe atrito entre protagonismo jovem e escolhas do técnico. Resta ao Fluminense conduzir a transição sem alimentar rupturas e com atenção à imagem do clube.