O River Plate entrou em rota de colisão com a própria história. Derrotado pelo Tigre por 1 a 0, o clube de Buenos Aires chegou a cinco derrotas consecutivas desde a volta da temporada e ocupa a lanterna do Torneio Clausura — um quadro que ampliou a insatisfação interna e externa com a gestão técnica do argentino Eduardo Coudet.

A sequência negativa não é isolada: somando a derrota na final do Apertura para o Belgrano, o River chegou ao recorde de seis derrotas seguidas em competições nacionais pela primeira vez em sua trajetória. Desde o reinício pós-Copa do Mundo, a equipe marcou apenas um gol e sofreu sete, números que expõem problemas ofensivos e defensivos em série.

Contratado em março e responsável por levar o time à decisão do Apertura, Coudet agora vê sua margem de manobra reduzir. Em 20 jogos no comando, o técnico acumula oito vitórias, oito derrotas e quatro empates — estatística que alimenta o debate sobre efetividade e urgência de mudanças táticas ou de elenco. A recente contratação de Thiago Almada, celebrada fora de campo, ainda não se traduziu em resultados dentro das quatro linhas.

O treinador reconheceu a gravidade do momento e disse saber das consequências em caso de manutenção da má fase; ao mesmo tempo, deixou claro que a reação precisa ser imediata. Para a diretoria e a torcida, o imperativo é simples: cortar a sequência já no próximo jogo. Se isso não ocorrer, a pressão política interna e a perda de confiança podem acelerar decisões impopulares em um clube acostumado a padrões muito superiores aos atuais.