A crise no River Plate ganhou mais intensidade depois da derrota por 1 a 0 para o Rosario Central, no Monumental de Núñez. O clima no estádio foi de reprovação: o técnico Eduardo Coudet foi vaiado quando seu nome foi anunciado e a torcida responsabilizou comissão e diretoria ao final da partida. Ainda no vestiário, Coudet conversou com o presidente Stéfano Di Carlo; a cúpula, porém, manteve o treinador no cargo por ora.

A sequência negativa é clara: desde o fim da Copa do Mundo o River soma quatro derrotas. A eliminação na Copa da Argentina diante do Aldosivi (3 a 1, em casa) e os três reveses por 1 a 0 no Torneio Clausura — contra Barracas Central, Gimnasia La Plata e Rosario Central — deixaram a equipe sem gols na competição e sob crescente pressão popular.

A reação da torcida é reforçada pelo grande volume de investimentos nesta janela: o clube desembolsou 28,92 milhões de euros (cerca de R$ 170 milhões) por reforços como Ángel Correa, Lucas Beltrán, Rafael Borré, Mauro Arambarri, Giovanni González e Tobias Andrada; Otamendi chegou sem custos. Correa não atuou contra o Rosario por estar lesionado, enquanto a derrota foi decidida por um gol contra de Nicolás Otamendi.

No plano esportivo e político, a diretoria tenta equilibrar cobrança e projeto: River segue em negociação por Thiago Almada, que tem preferência por retornar à Argentina, mas também é alvo do Flamengo, enquanto o Atlético de Madrid ainda não definiu o destino do atleta. Para Coudet, a soma de vaias, falta de gols e alto investimento exige resultados imediatos — o próximo jogo será barômetro da velocidade com que a diretoria precisará adotar medidas concretas.