A estreia da Espanha na Copa do Mundo 2026 terminou em 0 a 0 contra Cabo Verde e gerou críticas duras na cobertura esportiva. No programa Seleção Copa, André Rizek definiu o desempenho espanhol como surpreendentemente fraco e considerou o resultado uma zebra de grande porte diante do retrospecto da seleção europeia em torneios recentes.
A comparação feita por Rizek lembrou a derrota para a Suíça em 2010, quando, apesar do revés, a Espanha ainda dominou a partida. Desta vez, porém, o nível de jogo foi apontado como preocupante pela comunicação esportiva, que ressaltou a falta de soluções ofensivas e a incapacidade de transformar posse em gol diante de uma equipe que vinha sem histórico em Mundiais.
O ex-jogador Felipe Melo intensificou as críticas ao imaginar um cenário semelhante para o Brasil diante do Haiti, ressaltando que um empate neste estilo seria inaceitável para seleções com ambição e elenco superiores. No plano prático, o resultado favoreceu Cabo Verde e trouxe uma leitura de vulnerabilidade para a Espanha no Grupo H.
Além do impacto técnico, houve repercussão simbólica: o presidente de Cabo Verde foi ao vestiário parabenizar os jogadores, enquanto histórias pessoais, como a dificuldade da mãe do goleiro Vozinha em obter visto, ganharam atenção. A Espanha volta a campo no domingo, dia 21, às 13h (de Brasília), contra a Arábia Saudita, que empatou em 1 a 1 com o Uruguai.