O comentário do apresentador André Rizek no Fechamento sportv reacendeu a discussão sobre a atitude do Flamengo diante da arbitragem. Ao analisar a entrada de Pulgar em Castillo — aos 30 minutos do primeiro tempo no Maracanã — Rizek criticou a prática de a direção emitir comunicados públicos e perguntou se o clube teria um novo posicionamento sobre o episódio. No lance, o árbitro Rafael Rodrigo Klein mostrou amarelo e o VAR, Daniel Nobre Bins, não pediu revisão; o comentarista de arbitragem PC Oliveira avaliou que a ação deveria resultar em expulsão.
A reação de Rizek também se apoiou em episódios recentes: na sexta-feira o Flamengo divulgou uma nota criticando a condução de Anderson Daronco no empate com o Santos, reclamando de decisões como a não expulsão de Barreal, uma falta não marcada e intervenções do VAR que, segundo o clube, tiveram efeito negativo. A diretoria rubro-negra tem usado comunicados oficiais para questionar arbitragens em partidas que envolveram o time nas últimas rodadas.
Do ponto de vista institucional, a prática tem efeitos claros. Segundo Rizek, tornar públicas suspeitas e reclamações pode significar colocar pressão adicional sobre árbitros e gerar narrativa de conveniente perseguição quando o resultado não agrada. A postura expõe o clube a contradições: um dia beneficiado, no outro prejudicado — e, no meio, a perda de espaço para um debate técnico e menos emotivo sobre as decisões de campo.
O episódio do Fla-Flu, que terminou com vitória rubro-negra por 1 a 0 e manteve o time na liderança do Brasileirão, reacende o conflito entre clubes e arbitragem e levanta perguntas práticas: até que ponto as notas públicas ajudam a resolver problemas de arbitragem e quando passam a ser instrumento de desgaste institucional? A cobrança de Rizek sinaliza que a estratégia de comunicação do clube pode custar credibilidade e alimentar atritos com rivais, dirigentes e com a própria categoria de arbitragem.