Robert Smith, vocalista do The Cure, manifestou-se nas redes sociais contra a inclusão de um show do intervalo na final da Copa do Mundo de 2026, realizada em Nova York. Ao repercutir uma declaração do presidente da Fifa que celebrou a novidade, o músico classificou a decisão como absurda e fez referência irônica a apoiadores de Donald Trump.

A apresentação, inspirada no formato do Super Bowl, reuniu nomes de grande apelo global — entre eles Madonna, Shakira, Justin Bieber e Coldplay — e contou ainda com as participações dos brasileiros Ronaldo Fenômeno e Ronaldinho Gaúcho. A Fifa apostou na estética de espetáculo para ampliar o alcance da final entre Espanha e Argentina.

A reação de Smith repercutiu entre torcedores e fãs de música e reacendeu um debate recorrente: até que ponto a espetacularização é compatível com a tradição do torneio? Críticos sustentam que a mistura de show e Copa pode priorizar elementos de entretenimento e marketing em detrimento do foco esportivo.

Defensores da iniciativa argumentam que atrações musicais ampliam audiência e tornam o evento mais atraente para públicos diversos. Para opositores, porém, como o vocalista do The Cure, a mudança expõe uma guinada que merece ser discutida pela Fifa na definição do formato das próximas edições.