Robson Conceição volta a Brasília neste sábado (4/4) como atração principal do Boxing Pro Combat, no Shopping Conjunto Nacional. Aos 37 anos, o pugilista promete um combate de alto nível técnico contra o venezuelano Helber Rojas, no nono duelo da noite, em 10 rounds pela categoria peso leve.
Referência do boxe brasileiro — ouro no Rio-2016 e ex-dono do cinturão super-pena do WBC em 2024 — Conceição rejeita o modelo de lutas transformadas em espetáculo com influenciadores. Para ele, esses confrontos pouco contribuem à nobre arte; o objetivo em Brasília é recuperar espaço competitivo e mostrar o boxe em sua forma mais técnica.
Não concordo com lutas que viram espetáculo; faltam técnica e competitividade.
A capital tem importância simbólica para o lutador. Em 2023, na primeira edição do evento, Conceição derrotou o venezuelano Yonnaiquer Rondon Ávila por nocaute no quinto round, mas recorda dificuldades diante de um rival excessivamente defensivo. Agora, exige um confronto franco e diz preferir adversários que busquem o embate.
A preparação na reta final inclui controle rigoroso do peso e desgaste físico intenso. Conceição admite que a semana do corte é a mais dura: desidratação e sacrifícios que, segundo ele, definem ritmo e estratégia para a luta. Fora do ringue, o pugilista já projeta o pós-carreira, com projetos sociais e a academia Gold Box Fitness, em Lauro de Freitas.
Além do resultado imediato, um bom desempenho em Brasília tem impacto direto na ambição de voltar a disputar cinturões e na manutenção do prestígio nacional. A luta será testada no ringue: técnica, resistência e vontade de combate — fatores que, para Conceição, distinguem o esporte do mero entretenimento.
A semana de corte de peso é a mais difícil; faço sacrifícios porque quero voltar ao topo.