A última rodada do Campeonato Brasileiro, encerrada antes da parada para a Copa do Mundo, foi marcada por revisões de VAR, expulsões e resultados que redesenharam a tabela. O Palmeiras segue na ponta, mas a vitória magra por 1 a 0 sobre a Chapecoense teve minutos finais de tensão: o VAR anulou um gol da equipe catarinense e, em seguida, marcou um pênalti que terminou desperdiçado no travessão. Paulinho foi o nome do jogo pelo time paulista, mas a controvérsia nas decisões de arbitragem mais uma vez roubou a cena.

No Santos, a rodada teve contraste entre brilho e punição: Gabigol marcou o terceiro gol no triunfo por 3 a 1 sobre o Vitória, mas foi expulso logo em seguida por fazer um gesto obsceno direcionado à arquibancada. A expulsão transforma um momento de destaque em problema disciplinar e pode render suspensões que limitam opções táticas do time nas próximas rodadas.

Em São Januário, o Atlético-MG venceu por 1 a 0 e contou com atuação decisiva do goleiro Everson, autor de várias defesas importantes, enquanto o Vasco estacionou na zona de rebaixamento. Foi a terceira derrota seguida do clube sob comando de Renato Gaúcho, um sinal de alerta que exige resposta rápida da comissão técnica e da diretoria para evitar desgaste maior na retomada do Brasileiro.

As partidas também foram palco de decisões que inflaram a tensão coletiva: no Botafogo, o goleiro Neto foi expulso por ofensas ao árbitro e saiu como vilão na derrota por 2 a 1 para o Bahia, quando o Alvinegro ainda vencia por 1 a 0. No Mineirão, Cruzeiro e Fluminense empataram por 1 a 1, com John Kennedy novamente em evidência graças a um golaço. No Maracanã, o Flamengo venceu o Coritiba por 3 a 0, com dois gols de Samuel Lino — que lamentou não ter sido aproveitado por Ancelotti na seleção pré-convocada.

Mais do que resultados, a rodada expôs fragilidades: árbitros e VAR continuam determinantes em desfechos, casos de indisciplina viraram pauta e times como Vasco acumulam sinais claros de risco. Com a pausa para o Mundial, treinadores e diretorias terão tempo para ajustar estratégias — a pergunta é se as correções ocorridas nas próximas semanas serão suficientes para retomar estabilidade na competição.