Rodri, eleito o melhor jogador da Copa do Mundo 2026, foi a peça que o Barcelona conseguiu arrancar de uma disputa em que o Real Madrid chegou a ser apontado como favorito. Segundo relatos da imprensa portuguesa e catalã, a movimentação blaugrana ganhou força ainda durante a reta final do Mundial nos Estados Unidos, com a presença de Joan Laporta, Deco e Alejandro Echevarría nas semifinais e na decisão, quando o volante ergueu a taça como capitão da Espanha.
Na semana seguinte ao título, o Real Madrid aparecia à frente nas conversas: havia um acordo encaminhado com o Manchester City na ordem dos 60 milhões de euros e capacidade para pagamento à vista. A decisão de Rodri, porém, não foi imediata. Uma pequena cirurgia nas costas e a intenção do jogador de avaliar propostas deram campo para que o Barcelona mantivesse contatos discretos, numa movimentação em que Deco teve papel ativo.
Além da negociação institucional, pesaram fatores do projeto esportivo. Fontes apontam que Rodri considerou o estilo de jogo de Hansi Flick mais compatível com suas características do que a proposta apressada associada ao projeto de José Mourinho. Jogadores do Barcelona que dividiram vestiário com ele na seleção também teriam influenciado a escolha, oferecendo relatos sobre o ambiente, a evolução da equipe e os métodos de trabalho adotados nos últimos dois anos.
O desfecho expõe dois sinais claros para o futebol espanhol: para o Barcelona, trata-se de vitória estratégica e de imagem — convencer um jogador de alto nível mesmo diante de limitações financeiras —; para o Real, a perda evidencia o risco de confiar em acordos preliminares sem obter a decisão imediata do atleta. No mercado, a preferência por projeto e ambiente de vestiário surge tão relevante quanto objetivos econômicos, e a chegada de Rodri marca uma mudança concreta na ambição esportiva do Barça.