Na 13ª rodada da Série C, um lance de pura leitura de jogo mudou a noite do Itabaiana. Pouco depois da linha do meio-campo, Rodrigo Alves percebeu o goleiro João Lopes adiantado e arriscou de muito longe. A bola ganhou altura, percorreu dezenas de metros e morreu no fundo das redes: um golaço que abriu o placar e passou a ser comparado à tentativa histórica de Pelé em 1970.

Pela plasticidade e pelo grau de dificuldade, o lance reúne credenciais para entrar na disputa pelo Prêmio Puskás. Diferente da lembrança do Mundial, em que a bola raspou a trave, o chute do atacante sergipano teve precisão e fez valer a ousadia: um momento individual que mudou o rumo da partida e atraiu atenção imediata da torcida e da imprensa.

Mesmo em vantagem, o Itabaiana não recuou. Na etapa final, Fabrício ampliou e decretou a vitória por 2 a 0 sobre o Amazonas, garantindo três pontos importantes em um campeonato definido nos detalhes. O gol de Rodrigo Alves já figura entre os destaques da Série C de 2026 e deve ser lembrado como um dos momentos mais marcantes da temporada.

Além do brilho técnico, o lance tem efeito prático: dá visibilidade ao camisa 10 e oferece um impulso moral ao time em fase de disputa direta por posições. Em campeonatos longos, gols assim não só mudam resultados como também alteram narrativas — e este, pela audácia e execução, tem tudo para permanecer no debate até o fim da temporada.