Roger Machado avaliou com franqueza a derrota por 2 a 1 para o Vasco, neste sábado, em São Januário: dois tempos distintos, bom desempenho no primeiro e queda pronunciada após o intervalo. O técnico ressaltou que o São Paulo conseguiu explorar contra-ataques e abrir o placar, mas voltou do intervalo mais recuado e perdeu a capacidade de ameaçar o rival com velocidade.
Na leitura do treinador, a equipe neutralizou bem o Vasco na etapa inicial, mas não sustentou o ritmo defensivo e ofensivo no segundo tempo. As duas jogadas que resultaram nos gols vascaínos têm origem parecida: cruzamentos laterais. O primeiro foi precedente a um pênalti cometido por Calleri; o segundo, com Andrés Gómez, saiu de um bate-rebate dentro da área. Roger citou ainda que as substituições, como a entrada de Tapia para dar maior presença física, não foram suficientes para retomar o controle.
O placar acabou custando caro: o São Paulo desperdiçou a chance de assumir a vice-liderança e amplia o desgaste em campo. A equipe soma apenas uma vitória nos últimos seis jogos do Brasileirão e chega a 20 pontos — um momento que aumenta a pressão sobre o comando técnico e exige resposta rápida do elenco e da comissão.
Não há tempo para lamentar. O foco vira agora para a Copa do Brasil: terça-feira, às 19h15, o São Paulo enfrenta o Juventude, no Brinco de Ouro, em Campinas. A partida pede ajustes claros na organização defensiva e maior contundência nos contragolpes se o objetivo for recuperar fôlego e tranquilidade no campeonato.